| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Phaethornithinae |
| Jardine, 1833 | |
| Espécie: | P. ruber |
O rabo-branco-rubro é uma ave da ordem dos Apodiformes, da família Trochilidae. É um dos menores beija-flores do Brasil, o rabo-branco-rubro é conhecido também como besourinho-da-mata.
Seu nome científico significa: do (grego) phaethön, phaö = sol, brilho do sol; e ornis = pássaro; e do (latim) ruber = vermelho, rubro. ⇒ Pássaro do sol vermelho.
Mede 8,6 centímetros, 1,8 a 2,2 gramas. Um dos menores beija-flores do Brasil. Cabeça verde amarronzada; faixa superciliar e infraocular ferrugíneas claras delimitando uma faixa malar preta; dorso verde ferrugíneo; uropígio e partes inferiores ferrugíneas vivas. Asas pretas; cauda preta com as pontas ferrugíneas; retrizes centrais pouco prolongadas e com as pontas ferrugíneas claras. Mandíbula amarela. Machos adultos podem ser diferenciados de fêmeas (e de jovens) pela cauda mais curta e quase sem as marginações latero-apicais ferrugem. Ao contrário do que é comumente reportado na literatura, fêmeas também apresentam a faixa peitoral negra, embora usualmente mais discreta que nos machos (e, a depender da posição do indivíduo, podendo ficar escondida pelas demais penas do peito em ambos os sexos).
Possui quatro subespécies:
Alimenta-se principalmente de néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Em certos lugares, tornam-se numerosos em aglomerados de helicônias em floração.
Na época do acasalamento o macho faz a corte com uma cerimônia pré-nupcial bastante elaborada: (1) O macho executa um voo-pêndulo horizontal lento e silencioso, pouca acima e adiante da fêmea pousada. Em cada ponto extremo do pêndulo, ressaltando a rigorosa rítmica da ação, vira o corpo para fora. Mantém a cauda levantada, de modo que suas calcinhas brancas tornam-se o ponto extremo posterior do corpo, visto pela fêmea. O corpo do macho é mantido em relativa imobilidade, deixando ver qualquer pormenor da plumagem, etc., enquanto as asas, em pleno movimento, são invisíveis. O bico, amarelo por dentro, é aberto e apontado para a fêmea, enquanto a língua fica caída como se fosse um verme pendurado. De vez em quando produz com as asas, um surdo trissilábico “dada, dada, dada”. (2) O macho altera completamente sua atitude, dirigindo o bico para cima e estufando o peito, mantendo porém o voo-pêndulo, embora num ritmo mais acelerado. (3) Finalmente o macho executa um voo frenético diante da fêmea, aparecendo então como uma faixa escura horizontal, e vocaliza “dlüid, dlüid, dlüid…”. Seu ninho tem forma cônica alongada, terminando em um apêndice caudal mais ou menos longo, servindo de contrapeso. É feito de material macio como paina e detritos vegetais que são acumulados em espessa camada de material. O ninho é suspenso à face interior das folhas de palmeiras, samambaias, musáceas, Helicônia, etc., em raízes finas pendentes sob barrancos sombreados a uma distância de 1 a 3 metros do solo. Com o peso do ninho dobra-se o folíolo ou a ponta da folha, ficando o restante da mesma protegendo o ninho. Põe geralmente 2 ovos brancos e alongados, com um período de incubação de 15 dias. Os filhotes deixam o ninho com aproximadamente 18 a 22 dias.
Vive no estrato inferior das florestas úmidas e em áreas semi-abertas adjacentes, capoeiras, jardins e quintais, passando facilmente despercebido. Voa a baixa altura com um zumbido agudo semelhante ao de uma grande abelha. Não se trata de uma espécie associada às Taquaras, porém essa espécie pode ser observada em locais onde predominam as Taquaras do gênero Guadua, seja na borda da mata ou eu seu interior. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como Chlorostilbon mellisugus e Amazilia lactea, indicando que estas espécies estão presentes em clareiras naturais.
Voz: Cerimônias: “si-sí-sí-sísisisisisi” ( canto ).
R ( Comite Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Encontrado das Guianas e Venezuela à Bolívia e Brasil até São Paulo.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).